José Sarney – Wikipédia, a enciclopédia livre
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Presidente Sarney (Maranhão)
José Sarney
Retrato oficial, 1985
31.º
Presidente do Brasil
Período
15 de março de 1985 até
15 de março de 1990
nota 1
Vice-presidente
Cargo vago
Antecessor(a)
João Figueiredo
nota 2
Sucessor(a)
Fernando Collor
20.º
Vice-presidente do Brasil
Período
15 de março de 1985 até
21 de abril de 1985
Presidente
Tancredo Neves
Antecessor(a)
Aureliano Chaves
Sucessor(a)
Itamar Franco
56.º, 60.º e 63.º Presidente
do
Senado Federal do Brasil
Período
1.º-
2 de fevereiro de 1995 até 4 de fevereiro de 1997
2.º-
1.º de fevereiro de 2003 até 14 de fevereiro de 2005
3.º-
2 de fevereiro de 2009 até 1.º de fevereiro de 2013
Antecessor(a)
1.º-
Humberto Lucena
2.º-
Ramez Tebet
3.º-
Garibaldi Alves Filho
Sucessor(a)
1.º-
Antônio Carlos Magalhães
2.º-
Renan Calheiros
3.º-
Renan Calheiros
Senador
pelo
Amapá
Período
1 de fevereiro de 1991
a 1 de fevereiro de 2015
(3 mandatos consecutivos)
Senador
pelo
Maranhão
Período
1 de fevereiro de 1971
a 15 de março de 1985
(2 mandatos consecutivos)
48.º
Governador do Maranhão
Período
31 de janeiro de 1966
a 14 de maio de 1970
Vice-governador
Antônio Jorge Dino
Antecessor(a)
Newton de Barros Belo
Sucessor(a)
Antônio Jorge Dino
Dados pessoais
Nome completo
José Ribamar Ferreira de Araújo Costa
Nascimento
24 de abril
de
1930
(96
anos)
Pinheiro
Maranhão
Nacionalidade
brasileiro
Progenitores
Mãe:
Kyola Ferreira de Araújo Costa
Pai:
Sarney Araújo Costa
Alma mater
Universidade Federal do Maranhão
Cônjuge
Marly Sarney
(1952–
presente
Filhos(as)
Roseana
Fernando
José Sarney Filho
Parentesco
Adriano Sarney
(neto)
Jorge Murad
(genro)
Partido
PSD
(1954–1958)
UDN
(1958–1965)
ARENA
(1966–1979)
PDS
(1980–1984)
MDB
(1984–
presente
Religião
Católico
Profissão
Advogado
Jornalista
Escritor
Político
Assinatura
José Sarney de Araújo Costa
nascido
José Ribamar Ferreira de Araújo Costa
nota 3
GCC
GColSE
GCIH
Pinheiro
24 de abril
de
1930
), é um
advogado
jornalista
político
escritor
brasileiro
, filiado ao
Movimento Democrático Brasileiro
. Serviu como o 20.º
Vice-presidente do Brasil
durante 1985 e como o 31.º
Presidente do Brasil
de 1985 a 1990.
Nascido em
Pinheiro
, no
Maranhão
, Sarney formou-se em
direito
pela
Universidade Federal do Maranhão
em 1953, mesmo ano em que ingressou na Academia Maranhense de Letras.
No ano seguinte, Sarney concorreu ao cargo de
Deputado Federal
pelo Maranhão; mesmo não conseguindo ser eleito, assumiu como suplente em 1955, dando início à sua carreira política.
Durante a
ditadura militar brasileira
, foi eleito governador do Maranhão pela
União Democrática Nacional
(UDN), posteriormente se filiando à
ARENA
. Em 1984, sai do partido e, junto com outros ex-membros, funda a
Frente Liberal
Na
eleição presidencial de 1985
, Sarney é escolhido como candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por
Tancredo Neves
. Tancredo vence a eleição contra o situacionista
Paulo Maluf
, porém tem problemas de saúde pouco antes de tomar posse e
morre em seguida
. Desta forma, Sarney acabou assumindo a presidência de maneira definitiva.
Em seu governo, Sarney fez planos ambiciosos para tentar reverter a forte
inflação
herdada do governo de
João Figueiredo
. Junto com o
ministro da fazenda
Dilson Funaro
, realizou os planos
Cruzado
Cruzado II
, que congelaram preços com o intuito de conter o aumento dos preços. Mesmo ambos os planos tendo falhado, Sarney tentou novamente congelar os preços com o
plano Bresser
e o
plano Verão
, que igualmente não surtiram efeito. Na política externa, assinou a
declaração do Iguaçu
, que iniciou o projeto de implantação do
Mercado Comum do Sul
. Além disso, em seu governo as
relações entre Brasil e Cuba
, suspensas desde o início da ditadura militar, foram restabelecidas. Sarney convocou a
Assembleia Nacional Constituinte de 1987
, que redigiu a
Constituição brasileira de 1988
, substituindo a constituição ditatorial de
1967
. Três meses antes de deixar a presidência, Sarney registrou uma taxa de reprovação de 60% dentre os brasileiros, atribuída principalmente à falha nas suas políticas para conter a
hiperinflação
Em 1990 Sarney foi eleito novamente senador, desta vez pelo estado do
Amapá
. Exerceu três mandatos consecutivos, de 1991 até 2015. Neste período, presidiu o
Senado Federal do Brasil
em três ocasiões. Em 2014, anunciou que iria se aposentar da política no ano seguinte, encerrando assim sua carreira de mais de sessenta anos de vida pública.
Primeiros anos
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Sarney aos 14 anos, quando ingressou no Centro Liceísta
Nascido em
Pinheiro
em 24 de abril de 1930, José Ribamar Ferreira de Araújo Costa é filho do casal Sarney de Araújo Costa e Kyola Ferreira de Araújo Costa.
nota 4
Seu pai foi membro do
Tribunal de Justiça do Maranhão
, inicialmente como
promotor público
, depois
desembargador
, que por motivos políticos, foi removido sucessivamente para várias comarcas do interior maranhense.
Com isso, o filho fez seus estudos primários no Colégio Mota Junior, em
São Bento
, e no Colégio de Professor Joca Rego, na cidade de
Santo Antônio de Balsas
. Em janeiro de 1942, quando tinha 12 anos de idade, José Ribamar prestou e foi aprovado em primeiro lugar no exame de admissão no
Liceu Maranhense
, em
São Luís
, e aos 14 anos, iniciou sua militância política estudantil como presidente do Centro Liceísta e editava o jornal "O Liceu".
Como líder estudantil, participou em 1945 de manifestações pela queda da
ditadura getulista
e chegou a ser detido junto com um grupo de colegas após um ato no Teatro Artur Azevedo contra o interventor
Paulo Ramos
Início de carreira
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Sarney bacharelou-se em
direito
na
Universidade Federal do Maranhão
em 1953, época em que ingressou na Academia Maranhense de Letras e fazia parte de um movimento de poetas maranhenses que lançou o pós-modernismo no estado. Ao lado de
Lago Burnett
, Lucy Teixeira e
Ferreira Gullar
, o movimento literário foi difundido por meio da revista
A Ilha
, da qual Sarney foi um dos fundadores.
Ingressou na carreira política filiando-se ao
Partido Social Democrático
(PSD). Candidatou-se a
deputado federal
em
1954
, não se elegendo, mas assumiu pela primeira vez vaga um mandato Câmara dos Deputados em 1955.
10
Migrou para a
UDN
em 1958, partido pelo qual foi eleito deputado federal em eleições
naquele mesmo ano
e em
1962
e governador do Maranhão em 1965. Em 27 de outubro de 1965, com a instituição do
AI-2
, os partidos políticos são extintos, com a imposição do bipartidarismo. Sarney então ingressa na
Aliança Renovadora Nacional
(ARENA), onde ficaria por quase vinte anos.
11
Foi
eleito
reeleito
senador pela
ARENA
na
década de 1970
e ficou no cargo até 1985. Presidiu a legenda a partir de 1979, que se tornaria
PDS
no início de 1980, mas deixou o partido e ingressou no
PMDB
em 1984, onde se tornou candidato a vice-presidente na chapa de
Tancredo Neves
para a
eleição presidencial
de 1985. Eleitos indiretamente por um Colégio Eleitoral, deveriam assumir a posse em março daquele ano; contudo, o presidente Tancredo Neves, adoeceu gravemente e morreu pouco antes de tomar posse do cargo. Assim, Sarney assumiu a
presidência da República
em abril.
Durante seu mandato, foram restabelecidas as
eleições diretas
para presidente, prefeito e governador. Foi aprovado pelo Congresso o direito de voto dos analfabetos
12
e foi promulgada a
Constituição brasileira de 1988
por uma
Assembleia Nacional Constituinte
Por outro lado, seu governo também notabilizou-se por acusações de
corrupção
, com acusações de
superfaturamento
e irregularidades em
concorrências públicas
e de favorecimento político nas
concessões públicas
de emissoras de rádio e TV. No campo econômico, foram implementados diversos planos de combate à
hiperinflação
Plano Cruzado I
II
Plano Bresser
Plano Verão
), mas todos fracassaram, e ao fim do governo Sarney o país estava mergulhado na
recessão
13
Na política externa, o Brasil reaproximou-se de países comunistas (como
China
e a antiga
União Soviética
), reatou relações com
Cuba
e estreitou laços com
Argentina
Uruguai
, com a assinatura do protocolo do
Mercosul
. Após deixar a presidência, Sarney foi eleito senador pelo
Amapá
em 1990, cargo que ocupou por três mandatos.
Como escritor, Sarney é autor de obras como
O Norte das Águas
O Dono do Mar
Saraminda
, membro da
Academia Brasileira de Letras
e membro correspondente da
Academia das Ciências de Lisboa
Família
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Em 1946, José Ribamar conhece Marly Macieira. Dois anos mais jovem, ela é prima de um amigo, Murilo Ferreira, e filha do cirurgião, clínico e diretor de hospital, Carlos Macieira. No ano seguinte, Marly o convida para sua festa de quinze anos, e Ribamar torna-se o seu primeiro e único namorado. Após cumprir o prazo tradicional de noivado, casam-se em 12 de julho de 1952. Em 1953, nasce sua filha,
Roseana
. Dois anos depois, nasce
Fernando
, e, em 1957, chega mais um filho,
Zequinha
14
Em 2009, o patrimônio da família Sarney era estimado em 250 milhões de reais, incluindo imóveis, emissoras de rádio e televisão, jornais e empresas de ramos diversos.
15
Ramificações familiares
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Família Coelho Rodrigues
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José Sarney faz parte da tradicional família Coelho Rodrigues de
Paulistana
, estado do
Piauí
, com raízes
genealógicas
na
Freguesia de Paço de Sousa
, no
Distrito do Porto
, em
Portugal
, visto que é hexaneto de Anna Rodrigues de Santana e Manuel de Souza Martins (primeiro do nome), e heptaneto de Domiciana Vieira de Carvalho e
Valério Coelho Rodrigues
16
Seu heptavô, Valério Coelho Rodrigues, nasceu em
Portugal
e morou a maior parte de sua vida na Fazenda do Paulista, atualmente município de Paulistana. Valério foi um personagem importante no processo de colonização portuguesa no Piauí, em virtude de ter ter sido um dos desbravadores do interior do Estado ao longo do Século XVIII, tendo firmado importantes raízes históricas e sociais na Região e gerado uma vasta família com
descendência
que se projeta na
política nacional do Brasil
até os dias de hoje.
17
Valério atuou como político, sendo eleito de pelouros diversas vezes para o senado da câmara de Oeiras. Entre 1754 e 1756, ele também ocupou o cargo de juiz ordinário na antiga capital da Capitania do Piauí. Em 1769, exerceu novamente o cargo de juiz ordinário de Oeiras. Em seguida, até o ano de 1771, ocupou os cargos reunidos de ouvidor-geral, provedor da real fazenda e dos defuntos e ausentes, capelas e resíduos da capitania, tendo sido indicado para mestre-de-campo do terço de infantaria auxiliar da guarnição do Piauí.
17
Carreira profissional
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Em 1947 participou do concurso de reportagem lançado pelo jornal "
O Imparcial
", dos
Diários Associados
, usando o pseudônimo de "Zé da Ilha", e produziu a melhor reportagem, sendo em seguida contratado como repórter do jornal. No ano seguinte, passou a colaborar, também, com o "
Diário de Pernambuco
" e no "Correio da macumba".
Em 1950, aos 20 anos, ingressou na faculdade de
direito
e passou a exercer o cargo de chefia do suplemento "Letras e Artes" do jornal
O Imparcial
18
Começa na reportagem policial, mas logo é promovido e, depois de algum tempo, cria um suplemento literário. À época já era respeitado nos meios intelectuais de São Luís. Durante a faculdade, ingressou na União Maranhense dos Estudantes (UME).
19
Em um congresso da
União Nacional dos Estudantes
, realizado em
São Paulo
, fez amizade com Álvaro Americano,
Célio Borja
Paulo Egydio Martins
e Roberto Gusmão.
20
Em 1953 bacharelou-se pela Faculdade de Direito do Maranhão, época em que ingressou na
Academia Maranhense de Letras
. Ao lado de Bandeira Tribuzzi, Luci Teixeira, Lago Burnet, Bello Parga, José Bento e outros escritores, fez parte de um movimento literário difundido por meio da revista que lançou o pós-modernismo no
Maranhão
, A Ilha, da qual foi um dos fundadores.
21
Em 1955 passou a lecionar a disciplina de Noções de Direito, na Faculdade de Serviço Social da Universidade Católica do Maranhão, mas depois abandonou a carreira pela política.
Carreira política
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José Sarney é o político brasileiro com mais longa carreira (59 anos) no plano nacional, superando o senador
Limpo de Abreu
(53 anos de carreira política e 36 como senador vitalício).
Ruy Barbosa
, o mais duradouro político no período republicano, foi senador por 31 anos contra os 36 de Sarney e Limpo de Abreu.
22
23
nota 5
Durante sua vida pública José Sarney atuou sob quatro constituições (1946, 1967, 1969 e 1988, esta última convocada por ele, no exercício da Presidência da República) e quatro governos sob a
Constituição de 1946
, seis no
governos militares
e, depois de seu mandato presidencial, cinco sob a
Constituição de 1988
— 15 governos. Como parlamentar integrou 13 legislaturas, quatro como deputado federal e seis como senador. Era parte da oposição ao governo antes de 1964 e, a partir daí, parte das forças de apoio ao regime militar. Paradoxalmente, acabou sendo o primeiro presidente civil após o regime militar, em razão da
morte de Tancredo Neves
Deputado federal
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A carreira política de José Sarney teve início em 1954. Nesse ano, marcado pelo
suicídio de Getúlio Vargas
, Sarney disputou sua primeira eleição pelo Partido Social Democrata (PSD).
Sem dinheiro e sem tradição, conseguiu chegar apenas à terceira suplência. Mas ainda no primeiro ano da legislatura, em 1955, aos 25 anos, pode assumir provisoriamente o mandato de deputado federal. Com a volta de
Vitorino Freire
— o político pernambucano que fora para o Maranhão durante a década de 1930 e controlava o estado com mão de ferro — ao PSD, que havia transitoriamente abandonado pelo PST, Sarney transfere-se para a
União Democrática Nacional
(UDN). O mandato interino se repetiu várias vezes nos anos seguintes. Na época, aproximou-se, na bancada da UDN, da famosa
banda de música
, composta por
Carlos Lacerda
Afonso Arinos de Melo Franco
Adauto Lúcio Cardoso
Olavo Bilac Pinto
José Bonifácio Lafayette de Andrada
Aliomar Baleeiro
e Prado Kelly, entre outros,
24
e começou a ganhar prestígio nacional. José Sarney chefiou, como presidente do diretório regional da
UDN
, a campanha de 1958, quando a Oposição Coligada — bloco dos partidos de oposição ao
vitorinismo
— conseguiu eleger quatro dos dez deputados federais. Sarney foi o mais votado na chapa da oposição, devido, sobretudo, a sua atuação como deputado, que repercutira fortemente no Maranhão. Recebeu a indicação de Afonso Arinos, aprovada pela maioria do partido, para que ocupasse uma de suas vice-lideranças. Em 1959, em Curitiba, Sarney foi eleito vice-presidente da UDN.
25
Representava na direção do partido o grupo renovador que ficou conhecido como
Bossa Nova
26
— de que fizeram parte Ferro Costa, José Aparecido, Edílson Távora, Seixas Dória — e que tinha como objetivo introduzir o componente social na política da
UDN
Com seu partido, fez oposição ao governo Juscelino Kubitschek.
27
Foi vice-líder do
governo Jânio Quadros
, de quem chefiara a campanha no Maranhão. Com a renúncia de Jânio e a ascensão de João Goulart, voltou para a oposição. Procurou até o fim uma saída política para a crise que se estabeleceu em fins de 1963 e terminaria com o golpe militar de 1964.
28
Foi dos poucos que se manifestou contra a cassação sumária de parlamentares, sustentando que as cassações só podiam ser feitas dentro das regras constitucionais.
Governador do Maranhão
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José Sarney após tomar posse como
governador do Maranhão
, em 1966
Em
1965
José Sarney lançou-se candidato a governador do Maranhão. Antes do pleito, a Justiça Eleitoral fez uma revisão, que resultou na eliminação de dois quintos do eleitorado.
29
vitorinismo
entrou na disputa dividido — com os candidatos
Renato Archer
, pela coligação
PTB
/PSD, e Costa Rodrigues, prefeito de São Luís, pelo
PDC
, apoiado governador Newton Bello. A eleição se travou sob a proteção de tropas federais. José Sarney percorreu o Maranhão de ponta a ponta e teve uma vitória esmagadora: recebeu 120 mil votos ou mais que a soma dos votos dados aos dois outros candidatos (103 mil).
30
Para fazer um registro de sua campanha, convocou o então jovem cineasta
Glauber Rocha
, que realizou o filme
Maranhão 66
31
Sarney acabou não usando o filme, por não servir a propósitos de propaganda. Em compensação, Glauber usaria dois planos de
Maranhão 66
em
Terra em Transe
. As cenas foram usadas no comício do personagem Filipe Vieira (vivido por
José Lewgoy
), um político demagogo que se elege à custa do voto dos camponeses e operários e, após assumir o governo, ordena o fuzilamento dos líderes populares.
Durante o Governo Sarney os investimentos foram aumentados em
2 000
%. A oferta de energia elétrica no Maranhão, que era de
7 500
kW,
32
menor que a do edifício Avenida Central, no Rio de Janeiro, passou para 237 500
kW. As estradas passaram de 13
km pavimentados para centenas de quilômetros, que incluíam a BR-135, São Luís – Teresina.
33
Foi aberto o
Porto do Itaqui
e rompidas as amarras do crescimento urbano de São Luís, impedido a nordeste e sudoeste pelas rias Anil e Bacanga, com a construção da ponte do São Francisco, que abria caminho para as praias do norte da ilha, e a barragem que permitia o acesso à ponta do Itaqui.
Sarney na Alemanha, por volta da década de 1970.
O programa de educação João de Barro
34
permitiu a criação de uma escola por dia, um ginásio por mês, uma faculdade por ano. Com a combinação de adaptações do método Paulo Freire com a introdução de uma TV Educativa — a primeira do Brasil — foi possível formar rapidamente professores e monitores que estenderam a educação a todo o Estado, que só tinha um ginásio. Ainda no governo Sarney foi instalada a
Universidade Federal do Maranhão
, e preparado o caminho para a
Universidade Estadual do Maranhão
. Na área da saúde foi construído o Hospital Geral, em
São Luís
, e criado um grande número de postos médicos no interior maranhense.
Em 1968, o ex-presidente
Juscelino Kubitschek
viajou a São Luís como homenageado da primeira turma de economistas da Universidade Federal do Maranhão, da qual Sarney era paraninfo. Enfrentando as cautelas que o aconselhavam a se ausentar da solenidade de formatura, Sarney não somente dela participou, mas, como governador, fez questão de homenagear o ex-presidente com um jantar, realizado no dia 12 de dezembro de 1968. No dia seguinte, uma sexta-feira, o
Presidente Costa e Silva
baixou o
Ato Institucional nº 5
35
Sarney e Juscelino viajaram no mesmo avião; Sarney desceu no Recife e Juscelino seguiu para o Rio de Janeiro, onde foi preso ao desembarcar. De volta a São Luís, Sarney fez um pronunciamento por rádio e televisão: "Meu mandato é um mandato livre, que me foi outorgado pela vontade popular, tenho procurado exercê-lo com absoluta independência e no dia em que não puder mais fazê-lo não poderei prestar serviços ao Maranhão. Nessa hora, o meu caminho é o caminho da minha casa, de cabeça erguida, mas respeitado e sendo digno do nome e do povo desta terra. Não posso parecer nunca subalterno, omisso ou açodado. Tenho noção da grandeza do cargo que ocupo e das minhas responsabilidades com o passado, com o presente e com o futuro do Maranhão".
36
Senador pelo Maranhão (1971–1985)
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Sarney como Senador do Maranhão
Em maio de 1970, Sarney deixou o governo para ser candidato a senador.
37
UDN
e os demais partidos políticos haviam sido extintos pelo
Ato Institucional n.° 2
, em outubro de 1965, e foi implantado o
bipartidarismo
. Formaram-se dois partidos: a
Aliança Renovadora Nacional
(ARENA), o partido de apoio ao regime militar, e o
Movimento Democrático Brasileiro
(MDB), que reunia a oposição. Sarney inscreveu-se na ARENA e foi eleito senador pelo Maranhão em chapa que teve mais que o dobro dos votos dados a seus adversários.
Parece ter apoiado discretamente o senador
Daniel Krieger
, da ARENA do
Rio Grande do Sul
, quando este liderou um grupo de senadores contrários ao
Ato Institucional Número Cinco
38
Com o Congresso Nacional ainda fechado por força do AI-5, o grupo enviou carta a Costa e Silva, criticando o Ato — carta que, Sarney, cautelosamente, não assinou.
nota 6
Alguns anos depois, já com o Congresso aberto, Sarney limitava-se a produzir discursos beletristas acerca da transitoriedade das coisas - incluindo o AI-5 e o próprio regime militar.
40
41
Trabalhou no sentido de preparar o Senado Federal para novas tecnologias e nova forma de fazer política. Participou da criação do Instituto de Pesquisa e Assessoria do Congresso (IPEAC) e da informatização do Senado, no que seria o futuro Prodasen. Em dezembro de 1978, o senador José Sarney relatou a Emenda Constitucional n.°11,
42
que revogou todos os atos institucionais e complementares impostos pelos militares. Em seu parecer, Sarney advertia que o fim do
AI-5
era apenas um início de jornada, e que não esgotava o processo político autoritário.
Eleição presidencial de 1985
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Ver artigo principal:
Eleição presidencial no Brasil em 1985
Sarney e
Tancredo Neves
comemorando o resultado da eleição presidencial
Em janeiro de 1979, já reeleito para o Senado pelo Maranhão, José Sarney assume a presidência da
ARENA
43
Em dezembro de 1979, extintos novamente os partidos políticos existentes e terminado o bipartidarismo, Sarney é o primeiro presidente do
Partido Democrático Social
(PDS). O programa do PDS, elaborado por Sarney,
44
refletia sua preocupação social, dominante desde o tempo da Bossa Nova. A abertura promovida por
Ernesto Geisel
Golbery do Couto e Silva
avança no começo da década com a volta da eleição direta de governadores, em 1982. Em abril de 1984 a
emenda propondo eleição direta para presidente da República
, reivindicação do grande movimento das
Diretas Já
, foi derrotada na
Câmara dos Deputados
45
No PDS a discussão sobre as eleições presidenciais de 1985 começaram prematuramente, com campanha agressiva de
Paulo Maluf
para ser indicado candidato do partido, que tinha maioria no Colégio Eleitoral. O presidente da República,
João Figueiredo
, aceita a proposta de Sarney de fazer prévias no partido, o que poderia viabilizar as candidaturas de
Mário Andreazza
ou
Aureliano Chaves
. Surpreendido por uma mudança da posição de Figueiredo, que, pressionado por Maluf, desautorizou as prévias, Sarney deixou o PDS em 11 de junho de 1984.
46
Em seguida, com outros dissidentes do partido, criou a
Frente Liberal
. Articulações políticas lideradas pelo governador de Minas, Tancredo Neves,
Ulisses Guimarães
, presidente do PMDB, Aureliano Chaves,
Marco Maciel
Antônio Carlos Magalhães
resultaram na formação da Aliança Democrática, que, unindo a Frente Liberal com o PMDB, inverteu as posições no Colégio Eleitoral. A chapa da Aliança Democrática formou-se com Tancredo Neves e José Sarney.
No dia 15 de janeiro de 1985 o Colégio Eleitoral se reuniu e elegeu a chapa Tancredo Neves/José Sarney por 480 votos contra 180 dados a
Paulo Maluf
Flávio Marcílio
47
Presidência da República (1985–1990)
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Ver artigo principal:
Governo Sarney
Sarney toma posse como vice-presidente do Brasil em 15 de março de 1985 como presidente interino
Na semana da posse presidencial,
Tancredo Neves
apresentou quadro inflamatório com dores abdominais, diagnosticado como apendicite. Tancredo descartou qualquer internação ou intervenção cirúrgica antes da posse. Na noite do dia
14 de março
o agravamento do quadro clínico exigiu uma cirurgia de urgência. Duas correntes formaram-se sobre o quadro político: um grupo desejava que a presidência fosse assumida por
Ulysses Guimarães
, então presidente da Câmara dos Deputados; outro grupo defendia a solução constitucional, que era a posse do vice-presidente, de acordo com o artigo 76 da Constituição. Sarney tomou posse como vice-presidente, assumindo a
Presidência da República
interinamente em 15 de março de 1985. O general Figueiredo, sinalizando para a história a ruptura institucional com o regime militar, não passa o cargo e a faixa presidencial a Sarney.
A saúde de Tancredo tornou-se uma tragédia com as sucessivas cirurgias e o quadro de infecção generalizada que acabaram por levá-lo a falecer. Com o falecimento de Tancredo no dia 21 de abril de 1985, Sarney assumiu oficialmente o cargo.
48
O processo que devia acontecer, segundo o plano da Aliança Democrática, sem traumas, iniciava-se com o trauma da doença e a sombra do desastre. O primeiro desafio de Sarney foi resgatar as esperanças. Sua estratégia foi legitimar-se pela ação. Às
Forças Armadas
deu o espaço institucional que resgatou a ideia da volta aos quartéis como uma conquista. Aos
partidos políticos
na clandestinidade, deu o reconhecimento; à
imprensa
, a liberdade de expressão; aos
sindicatos
, a liberdade de manifestação; convocou eleições e convocou a Constituinte. Retomou a ideia de uma política externa independente, abrindo o diálogo com a
América Latina
, voltando-se para a
Argentina
. Na ação administrativa, abriu espaço para as questões até então marginalizadas: a reforma agrária, a cultura, a política urbana, o meio ambiente; avançou na desburocratização, criou na Fazenda a Secretaria do Tesouro o SIAFI, unificando o orçamento da União e acabando com a conta-movimento no
Banco do Brasil
Em 1985, no entanto, o combate econômico encontrava seu desafio na inflação e na recessão econômica herdadas do governo militar. A população tem expectativas de transformação da economia que não se alcançava com as políticas tradicionais. Sarney muda o ministro da Fazenda e, em fevereiro de 1986, lança o
Plano Cruzado
Plano Cruzado
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Apesar de um crescimento de 8,5% do
PIB
, a
inflação
persistia na entrada de 1986, provocando uma quebra da confiança, elemento essencial na política econômica. Recusando a receita recessiva convencional, Sarney autoriza o ministro do Planejamento,
João Sayad
, a promover uma saída heterodoxa. O economista
Pérsio Arida
é enviado a Israel para estudar os planos que ali haviam sido implantados. Em
28 de fevereiro
de 1986 Sarney lança o
Plano Cruzado
. Entre as medidas de maior destaque do Cruzado estavam o congelamento geral de preços por doze meses e a adoção do "gatilho salarial", isto é, o reajuste automático de salários sempre que a inflação atingisse ou ultrapassasse os 20%. Os economistas temiam que o plano tivesse caráter recessivo, e Sarney resolveu conceder um abono de 12% sobre o valor real dos salários. Houve uma explosão de consumo e a incorporação dos consumidores à ação de cidadania: eles passaram a fiscalizar os preços e a denunciar as remarcações, ficando conhecidos como "
fiscais do Sarney
". O novo ministro da Fazenda,
Dilson Funaro
, se tornou uma das figuras mais populares do país. Entretanto o congelamento, distorcendo as margens de lucro das empresas, levou ao desinvestimento e à queda de produção, o que resultou numa grave crise de abastecimento, na cobrança de ágio disseminada e finalmente na volta da inflação.
Moratória e novos planos econômicos
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Em novembro de 1986 foi lançado o
Plano Cruzado II
, que ainda não resolveu o problema da
inflação
. As reservas internacionais atingiram um nível crítico, levando a decretação de moratória unilateral em 20 de janeiro de 1987. A medida, reclamada por amplos setores políticos e sociais, foi surpreendentemente mal acolhida. Em abril de 1987 assumiu o
Ministério da Fazenda
o economista
Luiz Carlos Bresser Pereira
, que lançou em junho
novo plano econômico
, que levou seu nome e também teve sucesso moderado. O ano de 1988 iniciou com novo ministro da Fazenda,
Maílson da Nóbrega
, que adotou a política ‘feijão com arroz’, de condução pontual dos problemas econômicos. Em janeiro de 1989 lançou o
Plano Verão
. Inicialmente bem sucedido, o plano perdeu o controle da inflação. O combate à inflação acabou submetido ao processo de expectativas inflacionárias ligadas ao processo eleitoral, no que ficou conhecido como o ‘estelionato eleitoral’ (congelamento mantido até o dia das eleições) e, a partir da vitória de
Fernando Collor
, aos planos do futuro governo.
No plano econômico, apesar da inflação (em geral acompanhada de correção monetária que evitava a corrosão dos salários), o
Governo Sarney
alcançou resultados relevantes. A própria inflação, dolarizada, teve uma média anual de 17,3%, segundo estudo da Consultoria Tendências. O Brasil teve o 3º saldo exportador no mundo. Os resultados de balança de serviços, balança comercial e transações correntes só vieram a ser superados no
governo Lula
. A dívida externa caiu de 54% para 28% do PIB. O déficit primário de 2,58% do PIB em 1984 foi substituído por um superávit de 0,8% do PIB em 1989. O Brasil passou a ser a sétima economia mundial. O PIB, medido em dólares (variação cambial) cresceu 119%. O PIB per capita cresceu 99%. A média do índice de
desemprego
foi de 3,89%, chegando a 2,16% durante o
Plano Cruzado
e 2,36% em fins de 1989.
Eleições e Constituinte
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Sarney assina a nova
Constituição
Sarney notabilizou-se pela sua condução do processo de
redemocratização
do país. Ainda em 1985 foram legalizados os partidos políticos até então clandestinos, e o presidente recebeu no
Palácio do Planalto
líderes históricos da esquerda como
João Amazonas
Giocondo Dias
. No fim do ano realizaram-se as primeiras eleições diretas para prefeito das capitais em vinte anos. Em junho, Sarney envia mensagem ao
Congresso
convocando uma
Assembleia Nacional Constituinte
, a ser composta por deputados e senadores que seriam eleitos em novembro de 1986 e pelos senadores no exercício do mandato. Resgatando a iniciativa de
Tancredo Neves
, que havia convidado
Afonso Arinos
para presidir uma comissão de alto nível encarregada de redigir um anteprojeto de constituição, nos moldes da que o chanceler
Afrânio de Mello Franco
, seu pai, havia presidido em
1933
, em setembro Sarney criou comissão especial para fornecer subsídios aos constituintes, composta por 50 membros. O anteprojeto não foi aproveitado por decisão de
Ulysses Guimarães
. O sucesso do
Plano Cruzado
deu ao
PMDB
ampla vitória nas
eleições de 1986
, elegendo governador em 22 dos 23 estados brasileiros. Em 1° de fevereiro de 1987, a Constituinte, formada por 559 congressistas e presidida pelo deputado Ulysses Guimarães, foi instalada. A
nova Carta Constitucional
, promulgada em 5 de outubro de 1988, tem uma excelente parte de direitos individuais, coletivos, sociais e difusos, mas uma estrutura do Estado confusa e com dificuldades de governabilidade. Sarney destacou essas características em discurso antes do segundo turno das votações, mas passada a votação, fez tudo para viabilizá-la, como primeira pessoa a fazer o juramento de segui-la. Ainda em 1988 ocorreram
eleições municipais
. Em 1989 foram realizadas
eleições diretas para presidente da República
— as primeiras em 29 anos. José Sarney foi sucedido na Presidência por Fernando Collor de Mello, que baseou sua campanha em ataques violentos a seu antecessor.
Secretaria do Tesouro e Siafi
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Manifestantes com faixa "Fora Sarney" em frente ao Congresso Nacional.
Durante o seu governo, Sarney criou a
Secretaria do Tesouro Nacional
, que absorveu as funções de execução orçamentária, até então a cargo de um departamento do
Banco do Brasil
. Foi extinta a conta movimento do
Banco Central
no Banco do Brasil, unificado o orçamento geral da União, com a inclusão de todas as despesas de natureza fiscal, inclusive as realizadas pelo Banco Central e pelo Banco do Brasil, como as operações de crédito rural. Foi criado o
Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal
– Siafi, primeiro passo para a transparência das contas públicas no país.
Meios de comunicação como barganha política
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Durante seu governo, no qual teve
Antonio Carlos Magalhães
como
ministro das Comunicações
, foram distribuídos mais de mil
concessões públicas
de rádio e TV, basicamente comerciais e sem licitação.
49
No total, a administração Sarney distribuiu 1.028 concessões de emissoras de rádio (AM e FM) e de televisão (30,9% dos canais existentes na época)
50
- sendo que em apenas um mandato, José Sarney assinou um número de concessões superado apenas pela soma das permissões autorizadas por todos os presidentes brasileiros entre 1934 e 1979.
nota 7
A grande distribuição de concessões de
radiodifusão
foi uma política adotada em troca de apoio no
Congresso
51
52
inclusive para Sarney obter um ano a mais na presidência.
53
54
A própria família Sarney detém concessões do tipo por todo o
Maranhão
, além de jornais impressos.
55
56
Política externa
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José Sarney com
Pelé
Ronald Reagan
presidente dos Estados Unidos
em uma cerimônia na
Casa Branca
, em
1986
Com uma pauta que não abria controvérsias com suas bases partidárias, Sarney atuou com desenvoltura na política externa. Retomando a tradição de independência estabelecida desde o
Barão do Rio Branco
e mais especialmente por Afonso Arinos, o Brasil estendeu seu diálogo a todo o mundo, desvinculando-se das posições dos
Estados Unidos
. Em seu novo enfoque já em setembro de 1985, abrindo a 40.ª
Assembleia Geral das Nações Unidas
, denuncia o tratamento dado à dívida dos países pobres, especialmente da
América Latina
: o problema em questão não era apenas econômico e financeiro, e a dívida não poderia ser paga com o sacrifício do povo.
Rompendo também com o crescente distanciamento e competição com a
Argentina
, Sarney buscou uma aproximação que teve ampla receptividade de parte de
Raúl Alfonsín
. A partir de um encontro em novembro de 1985, em
Foz de Iguaçu
, quando o presidente argentino quebrou o mito de que
Itaipu
era uma arma contra seu país ao visitar a usina, Sarney e Alfonsín iniciaram um processo de entendimento e integração, ampliado com o apoio do presidente
Julio Maria Sanguinetti
, do
Uruguai
. A relação de confiança é selada com a visita de José Sarney à usina atômica de Pilcaniyeu e com a visita de Raúl Alfonsín à usina da Marinha em Aramar, encerrando a disputa nuclear e afirmando a exclusividade do uso pacífico da energia atômica. Os dois presidentes lançaram as bases do que seria concretizado como
Mercosul
, estabelecendo a cláusula democrática de que só seriam aceitos como membros países com pleno funcionamento de suas instituições.
Sarney dialogou ainda com os presidentes da
Venezuela
Jaime Lusinchi
Carlos Andrés Pérez
; da
Colômbia
Belisário Betancur
Virgilio Barco
; do
Equador
Rodrigo Borja Cevallos
; do Peru,
Alan Garcia
; da Bolívia, Paz Estenssoro e
Paz Zamora
; do Paraguai,
Andrés Rodriguez
; e do México,
Miguel De La Madrid
. O Brasil se empenhou na formação do Grupo de Apoio a Contadora — depois
Grupo do Rio
— que teve papel importante na solução dos conflitos na região do Caribe. Sarney também reatou relações com
Cuba
, rompidas durante o regime militar.
José Sarney
à direita
recebe o então presidente de
Portugal
Mário Soares
, em 1988
As relações com os Estados Unidos foram marcadas pelos contenciosos comerciais e pela discordância sobre o tratamento da
dívida externa do Brasil
. Embora tenha estado pessoalmente com os presidentes americanos
Ronald Reagan
e George Bush, predominou a tentativa americana de impor uma posição de força, com constrangimentos tais como o que estabeleceu sanções comerciais ao Brasil durante as comemorações de
Sete de Setembro
. Sarney não se dobrou a estas pressões.
Com o chefe do Governo da Espanha,
Felipe González
, Sarney estabeleceu, além do intercâmbio diplomático, fortes relações pessoais. O processo de redemocratização
espanhola
, com os
pactos de Moncloa
, era um exemplo que tentava implantar no Brasil. Também com
Portugal
cria relações privilegiadas, ligando-se ao presidente
Mário Soares
. Sarney ainda lança as bases da
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa
, em reunião em
São Luís do Maranhão
de que participam representantes de Brasil, Portugal,
Angola
Moçambique
Cabo Verde
Guiné Bissau
São Tomé e Príncipe
Em retribuição à visita do presidente
François Mitterrand
, que foi o primeiro chefe de Estado europeu a visitar o Brasil redemocratizado, Sarney visita a
França
em 1988, e retorna em 1989, quando participa das celebrações dos 200 anos da
Revolução Francesa
. Sarney também visita a
URSS
, que vivia os anos de
glasnost
, abertura promovida por
Mikhail Gorbachev
, e que se tornara importante parceira comercial. Também foi muito importante a visita à
China
, quando Sarney encontra-se com
Deng Xiaoping
, inclusive pelos acordos de cooperação tecnológica, especial no lançamento de satélites.
Em 1986, Sarney visita Cabo Verde, onde condena mais uma vez o
apartheid
e defende a soberania e integridade territorial de Angola e a desmilitarização do
Atlântico Sul
. No mesmo ano recebe o bispo
Desmond Tutu
como parte de uma estratégia de aproximação com a oposição ao regime de
Pretória
. Em várias oportunidades manifesta o apoio a Angola no seu conflito com a
África do Sul
, e, em 1989 visita o país, demonstrando a disposição brasileira de auxiliar na sua reconstrução.
Atentado
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Em 29 de setembro de 1988, o maranhense
Raimundo Nonato Alves da Conceição
, então com 28 anos, sequestrou o
voo VASP 375
planejando atingir o
Palácio do Planalto
com a intenção de punir o então presidente da república, a quem atribuía a culpa pela perda de seu emprego e pela situação econômica do país. A operação não obteve êxito e após o avião pousar em
Goiânia
, Raimundo foi baleado por policiais federais, morrendo três dias depois.
57
Senador pelo Amapá (1991–2015)
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O então senador Sarney com o
presidente da Rússia
Vladimir Putin
em novembro de 2004
Em 1990, Sarney transferiu seu domicílio eleitoral para o recém-criado estado do
Amapá
, antigo território federal, candidatou-se e foi eleito senador no mesmo ano. Em seu mandato se destaca pela defesa da Área de Livre Comércio de Macapá e Santana, pelo projeto do Estatuto da Micro e Pequena Empresa e pelo projeto que garantiu a distribuição gratuita de medicamentos aos portadores de
HIV
, cujo pioneirismo teve repercussão internacional. Em 1995 foi eleito presidente do Senado, quando renovou a estrutura administrativa e colocou em dia o funcionamento legislativo, com pendências de vários anos. Criou também a estrutura de comunicações da casa, com rádio,
televisão
e jornal, tornando transparentes as atividades parlamentares. No ano seguinte, Sarney escolheu os representantes da sociedade civil no Conselho de Comunicação Social, criticada tanto pelo jornalista
Alberto Dines
, do veículo jornalístico
Observatório da Imprensa
, como pelos próprios líderes do senado
Pedro Simon
Epitácio Cafeteira
José Eduardo Dutra
58
Segundo o jornalista, Sarney havia indicado representantes de todos os interesses e corporações, menos dos destinatários da mídia.
59
Em 1998, Sarney foi reeleito senador pelo Amapá. Entre outras medidas a favor do estado, defendeu a extensão dos benefícios do
porto de Manaus
. No ano seguinte apresentou o primeiro projeto de lei instituindo
cotas raciais
. Sua proposta previa cota mínima de 20% para o preenchimento de vagas nos concursos a cargos públicos, nas instituições de ensino nos três níveis de governo — federal, estadual e municipal — e nos contratos do
Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior
(Fies). O projeto foi aprovado no Senado, mas, anexado ao Estatuto da Igualdade Racial, desapareceu na
Câmara dos Deputados
. Foi, no entanto, o elemento que introduziu o uso de cotas nas instituições de ensino, que se tornaram um marco nas relações raciais no Brasil. Propôs também a criação da Política Nacional do Livro, a criação de um Fundo Nacional de Assistência à Vítimas de Violência, o Plano de Desenvolvimento Regional dos Municípios do Entorno do Parque do Tumucumaque, entre outros.
Da esquerda para direita: presidente
Luiz Inácio Lula da Silva
e senador Sarney com os presidentes
Néstor Kirchner
Raúl Alfonsín
da Argentina, 2005
Em 2002 apoiou, discordando da posição do
PMDB
, a candidatura de
Luiz Inácio Lula da Silva
a presidente da República. Em 2003 foi novamente eleito
presidente do Senado Federal
. Em 2006 foi eleito pela terceira vez senador pelo Amapá. Em 2009 e 2011 foi eleito pela terceira e pela quarta vez presidente do Senado. Em seguida à eleição de 2009, tendo contratado a
Fundação Getúlio Vargas
para estudar a reforma administrativa da casa, foi descoberto que um grande número de atos administrativos não tinha sido publicado no BAP — Boletim Administrativo Eletrônico de Pessoal. Os atos foram chamados pela imprensa de “atos secretos”. Mais tarde foi constatado que muitos destes atos haviam sido publicados em outros meios, como
Diário Oficial
. Dos atos que realmente não tinham sido publicados, 1,68% foram durante Presidência de Sarney. Foram propostas 11 representações contra Sarney no Conselho de Ética, todas rejeitadas liminarmente por estarem embasadas apenas em notícia do jornal e a jurisprudência do
STF
recusar a abertura de processos com essa fundamentação. Suas últimas gestões têm se caracterizado por avanços administrativos e na transparência do Senado, com a criação de um Portal da Transparência, a ampliação da rede de comunicação, a instalação da Ouvidoria do Senado, entre outras iniciativas.
Aposentadoria (2015)
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Sarney durante entrevista em fevereiro de 2015
Desde o final do ano de 2013, rumores indicavam a vontade do senador e ex-presidente José Sarney de se aposentar da vida política e se dedicar exclusivamente à carreira literária. A decisão só foi confirmada por Sarney no dia 23 de junho de 2014 à então presidente
Dilma Rousseff
, durante uma viagem para o Amapá. Conforme informações da analista política Cristiana Lôbo, a razão da aposentadoria seriam problemas de saúde de sua mulher, a ex-primeira-dama Marly Sarney. Mas a jornalista apurou, nos bastidores do Senado Federal, que o maranhense estava com receio de sofrer uma derrota nas urnas.
60
Ele ocupava o cargo de senador desde 1991, após deixar a presidência da República e transferir seu domicílio eleitoral para o Amapá.
61
José Sarney e
Luiz Inácio Lula da Silva
em 2024.
No dia
23 de junho
de 2014, o senador José Sarney, por meio de sua assessoria, divulgou que não será candidato à reeleição. Na convenção estadual do PMDB-AP, no dia
27 do mesmo mês
, o ex-presidente chancelou sua desistência e declarou que "a política está muito desestimulante".
62
63
Na
eleição presidencial de 2022
, apoiou
Luiz Inácio Lula da Silva
como candidato ao seu terceiro mandato. Lula foi eleito com 50,90% dos votos e Sarney esteve presente em sua
posse
no ano seguinte.
64
José Sarney durante cerimônia especial do
Senado Federal do Brasil
, em comemoração dos 40 anos da Redemocratização do Brasil.
Carreira literária
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Ao lado de sua vida política, José Sarney desenvolveu uma extensa carreira
literária
, como autor de
contos
crônicas
ensaios
romances
. Criador do Suplemento Literário de
O Imparcial
, participou de um grupo de escritores e artistas que se reunia na Movelaria Guanabara, em São Luís. Nesta época — começo da
década de 1950
— edita com Luiz Carlos de Bello Parga e Bandeira Tribuzzi a revista A Ilha, porta voz do pós-modernismo no Maranhão, e par de revistas lançadas por todo o Brasil. A influência dominante no grupo é de Bandeira Tribuzzi, que estudara em Portugal e de lá trouxera a apreciação de
Fernando Pessoa
e dos poetas portugueses do segundo quarto do
século XX
. Sua colaboração esparsa lhe valeu a eleição precoce para a
Academia Maranhense
, em 1952, aos 22 anos. No ano seguinte lança um estudo antropológico, Pesquisa sobre a Pesca de Curral, e logo depois o primeiro livro de poesia,
A Canção Inicial
. Com a intensa atividade política dos anos seguintes, só voltaria a publicar literatura depois de um longo intervalo, justamente, no entanto, quando vivia a efervescência do governo do Maranhão. Trata-se de um livro de contos,
Norte das Águas
, escrito com uma linguagem de grande riqueza vocabular e domínio formal, saudado em todo o Brasil. Em
1978
voltou à
poesia
, com
Os Maribondos de Fogo
. Depois de um intervalo em que publica um grande volume de discursos, retorna à literatura em 1995 com O Dono do Mar, romance em que renovaria as experiências formais de Norte das Águas, em um contexto de tempo múltiplo e forte
erotismo
. Em 2000 lança um novo romance,
Saraminda
, que o confirmaria como mestre do gênero, com uma escrita despojada e poética, ambientado na região fronteiriça entre o Amapá e a
Guiana Francesa
. Num terceiro romance,
A Duquesa Vale uma Missa
, de 2007, Sarney transfere o cenário literário para o
eixo Rio-São Paulo
. Sarney é autor de uma vasta colaboração na imprensa, onde se destaca a crônica semanal na
Folha de S.Paulo
, que retomada em 1991, publicou ininterruptamente durante mais de 20 anos. Estas crônicas foram recolhidas em oito volumes, e a
Academia Brasileira de Letras
publicou uma antologia,
Tempo de Pacotilha
De
João Gaspar Simões
, crítico literário português que foi o primeiro editor de Fernando Pessoa, sobre
Maribondos de Fogo
Com os olhos e os sentidos postos na terra do
Maranhão
, a sua terra, a terra da sua infância, eis como José Sarney imprime aos poemas que formam o seu livro, romanceadamente estruturado, algo que é parte integrante, já hoje, de uma tradição do lirismo brasílico, qual seja, a faculdade de o poeta do Brasil, ao contrário do de Portugal, preferir o que vê ao que sente e, no que sente, nunca deixar esquecer o que vê graças a essa ancestral forma narrativa, o romance ou rimance, mais
castelhana
, afinal, do que portuguesa ou
galego-portuguesa
José Sarney, quanto a nós, figura entre os poetas modernos do Brasil em cujo estro vemos o que de mais castiço se nos afigura de considerar numa maneira poética que principia a impor-se como legitimamente brasílica.
João Gaspar Simões
O que José Sarney nos faz tão maravilhosamente ver é o duplo aspecto sobre o qual pode nos aparecer o mundo sobrenatural: muito distante no espaço ou muito distante no tempo. Frequentemente, disse e escrevi que para nós, modernos, a história faz as vezes da mitologia. Em seu livro, a
mitologia
popular floresce em evocação do passado, relativamente próximo para os homens ignorantes da história, mas que, na pena do narrador, assume dimensões muito mais vastas e torna presente, para nós, a epopeia marítima da nação portuguesa inteira que se perpetua diante de nossos olhos, graças a Sarney, através da vida laboriosa de humildes pescadores do
litoral brasileiro
Claude Levi-Strauss
, criador do estruturalismo, sobre
O Dono do Mar
A história, a lenda, o
dia-a-dia
, o amor, a
família
, a paixão desvairada, a
guerra
, o que está acontecendo e o que sucedeu séculos antes, aquilo que se sabe por ouvir dizer. De começo os tempos do romance são linhas paralelas, acontecidos diversos e distantes, mas no decorrer da narrativa essas linhas se aproximam e se misturam, fundindo-se na realidade de um tempo maior que contém o ontem e o hoje. Tarefa difícil que José Sarney resolveu na perfeição da arquitetura de seu romance. As histórias dos navios naufragados no passado, da canoa e da pescaria de Cristório. O romancista conhece, com um conhecimento vivido, a vida de seu povo e a história do mar do Maranhão.
Jorge Amado
, sobre
O Dono do Mar
Sarney chegou ao Senado numa hora difícil, em 1971, quando as instituições sofriam o interregno dos atos de exceção. A matéria deste livro tem suas origens mergulhadas a partir de
1964
no movimento que pretendeu renovar os costumes políticos do País. Desse regime não foi beneficiário, pois os mandatos que obteve a partir de 1965, como governador, e depois em dois mandatos de senador, lhe foram dados pelo voto livre do Maranhão. Mas Sarney, que teve funções de lideranças, não fugiu às suas responsabilidades seja para com a democracia da sua crença seja para o regime de exceção que estima estar sendo o veículo da modernização das instituições nacionais. A sua primeira fé — a democrática — expressa-se no próprio título dessa coletânea de discursos — “O Parlamento Necessário” — e a sua interpretação do papel do movimento de março aprofunda-se em que, a pretexto de identificar o formalismo jurídico da oposição, acentua a transitoriedade e a instrumentalidade dos atos de emergência mediante os quais os governos militares procuram balizar a marcha para a implantação do regime democrático. […] Estudioso das instituições parlamentares e dos partidos, Sarney aprofunda suas observações em dois discursos sobre modernização, assessoramento e função de umas e de outros. São peças importantes e que certamente influíram no que se fez no Congresso e do que se faz na recomposição dos quadros partidários. […] O Senador José Sarney está na metade do seu segundo mandato. Sua carreira está numa encruzilhada. Ele hesita entre o apelo dos romances por escrever, dos quadros por pintar, e da vida pública por continuar no nível a que o destino o conduziu. Sua opção, de homem de talento limitado politicamente apenas pelas contingências históricas da sua região, surgirá naturalmente, sem esforço, da própria trama da sua vida, tão rica e tão complexa. Na
literatura
e na
política
ele está no ponto alto e, numa e na outra, horizonte se abre à sua frente.
Carlos Castelo Branco
, mais importante jornalista político da segunda metade do
século XX
no Brasil, sobre
O Parlamento Necessário
Obras
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Incluem-se entre as principais obras do autor José Sarney:
A Canção Inicial
(1952), poesia
A pesca do curral
(ensaio), 1953
A canção inicial
(poesia), 1954
Norte das águas
(contos), 1969
Marimbondos de fogo
(poesia), 1978
O parlamento necessário
, 1982 (discursos, 2 volumes)
Falas de bem-querer, 1983
(discursos)
Dez contos escolhidos
, 1985
Brejal dos Guajas e outras histórias
, 1985
A palavra do presidente
, 1985-1990 (discursos, 6 volumes)
Sexta-feira, Folha
, 1994 (crônica)
O dono do mar
(romance), 1995
Mercosul, o perigo está chegando
, 1997 (geopolítica)
Amapá, a Terra onde o Brasil começa
, 1998 (história)
A onda liberal na hora da verdade
, 1999 (crônica)
Saraminda
(romance), 2000
Saudades mortas
(poesia), 2002
Canto de página
, 2002 (crônica)
Crônicas do Brasil contemporâneo
, 2004, 2 volumes
Tempo de pacotilha
, 2004
20 anos de democracia
, 2005 (discursos, 2 volumes)
20 anos do Plano Cruzado
, 2006 (discursos)
Semana sim, outra também
, 2006 (crônica)
A duquesa vale uma missa
(romance), 2007
Maranhão - sonhos e realidades
(romance), 2010
Galope à beira-mar: Casos e acasos da política e outras histórias
(memórias), 2018
Academia Brasileira de Letras
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Marly Sarney
, José Sarney e sua mãe Kyola, na cerimônia de posse na Academia Brasileira de Letras, em novembro de 1980.
Sarney foi eleito em 17 de julho de 1980 para ocupar a cadeira 38 da
Academia Brasileira de Letras
, na sucessão de
José Américo de Almeida
, que tem como patrono o poeta
Tobias Barreto
. Foi recebido em 6 de novembro de 1980 pelo acadêmico
Josué Montello
, recebendo os acadêmicos
Marcos Vinicios Vilaça
Affonso Arinos de Mello Franco
. É o decano (o membro eleito há mais tempo) da agremiação. Também é presidente de Honra da Academia Pinheirense de Letras, Artes e Ciências – Aplac.
Montello, em seu discurso de recepção, proferiu:
Para quem alcançou na vida pública os cimos que já conquistastes, como deputado federal, como Governador do Maranhão, como senador da República, como presidente de um grande partido político, a glória da Academia poderia parecer um título a mais, para adorno ou enfeite da vossa biografia.
Ora, o primoroso discurso que acabais de proferir, e que este salão aplaudiu com as suas palmas efusivas, já é, por si mesmo, a resposta à minha pergunta. Acabastes de ser laureado na prova oral do ingresso na Academia. Sois incontestavelmente um escritor, por vocação e aplicação, com o perfeito sentido da palavra esteticamente concebida.
65
Academia Maranhense de Letras
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Sarney foi eleito em 19 de março de 1952 para ocupar a cadeira 22 da
Academia Maranhense de Letras
, na sucessão de
Correia da Silva
, que tem como patrono o escritor
Humberto de Campos
. Foi recebido em 17 de junho de 1952 pelo acadêmico Professor Mata Roma, recebendo posteriormente a acadêmica
Lucy Teixeira
e os acadêmicos
Odilo Costa Filho
Bernardo Almeida
Joaquim Campelo Marques
. É o decano (o membro eleito há mais tempo) da agremiação. Também fora presidente da Academia de 11 de abril de 1966 a 31 de dezembro de 1969.
66
Patrimônio
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A família de Sarney detém uma das maiores fortunas do
Maranhão
, com dezenas de
imóveis
meios de comunicação
. As propriedades mais ricas são uma fazenda na
Ilha de Curupu
e uma mansão na Praia do Calhau, que Sarney incluiu em sua declaração bens quando se candidatou a senador pelo
Amapá
, em 1990.
67
Ex-jornalista dos
Diários Associados
, Sarney começou a construir seu império de comunicação durante a
Ditadura militar brasileira
, quando adquiriu em 1973 o então Jornal do Dia, que transformou no atual
O Estado do Maranhão
68
O diário foi a base do
Sistema Mirante de Comunicação
montado por Sarney, que seria ampliada na
década de 1980
(sob sua própria gestão como
presidente da República
) a
TV Mirante
(geradora, e atual retransmissora da
Rede Globo
) e as rádios Mirante (
AM
FM
).
67
Os filhos
Fernando
Roseana
Sarney Filho
aparecem no cadastro do Ministério das Comunicações como sócios de dezenas emissoras de rádio ou de televisão no Maranhão.
55
69
Controvérsias
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Separar controvérsias numa se(c)ção específica
pode não ser a melhor maneira de se estruturar um artigo,
especialmente se este for sobre uma
pessoa viva
, pois pode gerar
peso indevido
para pontos de vista negativos.
Se possível,
integre
o conteúdo ao corpo do texto.
Envolvido na cena política do Brasil desde meados da
década de 1950
, Sarney é visto por diversos estudiosos e setores da sociedade brasileira como membro de uma
oligarquia
70
71
Durante seu mandato presidencial, o governo sofreu denúncias de
corrupção
, tendo o próprio presidente Sarney sido denunciado, embora as acusações não tenham sido investigadas pelo
Congresso Nacional
. Foram citadas suspeitas de
superfaturamento
e irregularidades em
concorrências públicas
, como a da
licitação
da
Ferrovia Norte-Sul
, além de favorecimento nas
concessões públicas
de
radiodifusão
em troca de apoio político - como para obter um ano a mais na presidência da república.
56
56
Em 1988 a CPI da corrupção apontou o ex-presidente como um dos responsáveis do esquema, por ter liberado dinheiro de fundos controlados pela Presidência a municípios, sem critérios. Assim que a verba acabava, Sarney utilizava a chamada reserva de contingência e contava com a ajuda do ministro do Planejamento, Aníbal Teixeira.
72
Em 2009 a
Polícia Federal
descobriu que Sarney usou jornal e a TV da sua família para atacar o então governador
Jackson Lago
73
José Sarney já foi alvo de
críticas
afiadas de alguns intelectuais, entre os quais se destacam
Paulo Francis
Millôr Fernandes
. A respeito de
Brejal dos Guajas
, Millôr disse que se tratava de "uma obra-prima sem similar na literatura de todos os tempos, pois só um
gênio
poderia fazer um livro errado da primeira à última frase".
74
Afirmou ainda que "em qualquer país civilizado
Brejal dos Guajas
seria motivo para
impeachment
".
"Hashtag"
Fora Sarney! (#forasarney)
editar
editar código
#forasarney
75
é uma expressão originada nas ruas, por movimentos sociais opostos à política do então Presidente da República, e sua utilização remonta pelo menos a julho de 1987, quando era escrita separadamente (Fora Sarney!).
76
Em junho de 2009, a expressão foi retomada na
internet
em forma de hashtag, que tornou-se um
meme
virtual
e que designa um
movimento social
, cujos simpatizantes exigiam a saída do senador Sarney de suas funções no
Congresso Nacional do Brasil
após sequência de denúncias contra o parlamentar.
77
Em 29 de junho, coordenado com um evento contra Sarney na capital de seu estado de origem (
São Luís
, no
Maranhão
), o volume de mensagens que continham a
hashtag #forasarney
superou a marca de dez mil mensagens por hora.
75
Em 30 de junho e 1 de julho, foram marcadas manifestações públicas em várias grandes cidades brasileiras que, apesar do apoio de celebridades e de partidos de esquerda, reuniram poucas pessoas
77
e, em
Florianópolis
Porto Alegre
, nenhuma.
78
Num dos eventos, marcado em Brasília, a presença do humorista
Danilo Gentili
— apoiador do movimento e colega de Bastos no programa
Custe o que Custar
— foi vetada por sua emissora, a
Band
79
Após nova acusação contra Sarney, a respeito de desvio de verbas, no dia 15 de julho, alguns dentre os
5 800 usuários
contra Sarney propuseram
spamming
às contas de
e-mail
dos senadores
80
como forma de atrair a atenção dos parlamentares para a causa.
A assessoria do senador José Sarney declarou, em reportagem, que "lamentava, mas respeitava" o movimento.
81
Condecorações
editar
editar código
José Sarney foi agraciado com as seguintes condecorações:
82
Grã-Cruz da
Ordem Nacional da Legião de Honra
de
França
Grã-Cruz ou Grande-Colar da
Ordem Nacional do Mérito
de
França
Ordem de Rio Branco
do
Brasil
Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul
do
Brasil
Ordem do Mérito Judiciário Trabalhista
do
Brasil
Grande-Colar da
Ordem Militar de Sant'Iago da Espada
de
Portugal
(14 de Julho de 1986)
83
Grã-Cruz da
Ordem Militar de Cristo
de
Portugal
(16 de Dezembro de 1997)
83
Grã-Cruz da
Ordem do Infante D. Henrique
de
Portugal
(14 de Março de 2000)
83
Ver também
editar
editar código
Escândalo dos atos secretos
Operação Faktor
Honoráveis Bandidos
Ilha de Curupu
Notas e referências
Notas
Assumiu interinamente a Presidência da República, na condição de vice-presidente, em 15 de março de 1985, em virtude do estado de saúde de Tancredo Neves. Devido à morte do presidente eleito, em 21 de abril, foi efetivado no cargo.
Tancredo Neves
deve figurar na galeria dos Presidentes pela
Lei nº 7.465, de 21 de abril de 1986
, mas não é considerado antecessor no cargo, já que não o exerceu efetivamente.
José Ribamar adotou o nome de "Sarney" oficialmente em 1965, em homenagem ao pai, Sarney de Araújo Costa,
mas, muito antes disso, ele já era conhecido como "Zé de Sarney", isto é, José, filho de Sarney, e desde 1958 vinha se utilizando do nome para fins eleitorais (v.
CPDOC
, verbete:
SARNEY, José
, por Sônia Dias e Renato Lemos). Já o nome do pai, Sarney, fora achado pelo avô paterno no
Almanaque de Bristol
(v. D'Elboux, 2003).
Quando criança, o filho de Kiola e Sarney de Araújo, seguindo o costume do Nordeste de associar o nome do filho ao do pai, era conhecido como José “do Sarney”.
Dados extrapolados do site do Senado Federal.
Assinaram a carta os senadores
Gilberto Marinho
Daniel Krieger
Milton Campos
Carvalho Pinto
Eurico Resende
, Manoel Villaça,
Wilson Gonçalves
, Aloisio de Carvalho Filho, Antonio Carlos Konder Reis,
Ney Braga
Mem de Azambuja Sá
Rui Palmeira
Teotônio Vilela
José Cândido Ferraz
Leandro Maciel
Vitorino Freire
Arnon de Melo
Clodomir Millet
, José Guiomard,
Valdemar Alcântara
e Júlio Leite.
39
Ao longo desses 45 anos, haviam sido outorgados 1.483 canais de rádio e TV, ou 44,5% das emissoras que estavam no ar em 1989.
50
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Fundação José Sarney
Governo José Sarney na página oficial da Presidência da República do Brasil
Página de José Sarney, hospedada em servidores do Senado Federal
A ficha completa de José Sarney no Transparência Brasil
Mensagem ao Congresso Nacional 1986
Mensagem ao Congresso Nacional 1987
Mensagem ao Congresso Nacional 1988
Mensagem ao Congresso Nacional 1989
Mensagem ao Congresso Nacional 1990
Precedido por
Correia da Silva
AML - 3º acadêmico da cadeira 22
1952 — atualidade
Sucedido por
incumbente
Precedido por
Newton Bello
Governador do Maranhão
1966 — 1970
Sucedido por
Antônio Dino
Precedido por
José Américo de Almeida
ABL - sexto acadêmico da cadeira 38
1980 — atualidade
Sucedido por
Precedido por
Aureliano Chaves
20º Vice-presidente do Brasil
15 de março de 1985 — 21 de abril de 1985
(Presidente interino)
Sucedido por
Itamar Franco
Precedido por
Tancredo Neves
31º Presidente do Brasil
1985 — 1990
Sucedido por
Fernando Collor
Precedido por
Humberto Lucena
Presidente do Senado Federal do Brasil
1995 — 1997
Sucedido por
Antônio Carlos Magalhães
Precedido por
Ramez Tebet
Presidente do Senado Federal do Brasil
2003 — 2005
Sucedido por
Renan Calheiros
Precedido por
Garibaldi Alves Filho
Presidente do Senado Federal do Brasil
2009 — 2013
Sucedido por
Renan Calheiros
José Sarney
31º
Presidente do Brasil
(1985–1990)
20º
Vice-presidente do Brasil
(1985)
48º Governador do Maranhão
(1966-1970)
Senador
pelo
Maranhão
(1971-1985)
Senador
pelo
Amapá
(1991-2015)
Presidência
Posse
Declaração do Iguaçu
Força Terrestre 90
Assembleia Nacional Constituinte de 1987
Grupo do Rio
Constituição brasileira de 1988
Crise da dívida externa
Planos econômicos
Plano Cruzado
Cruzado (moeda)
Plano Cruzado II
Plano Bresser
Plano Verão
Obrigação do Tesouro Nacional
Fiscal do Sarney
Ferrovia Norte-Sul
Voo VASP 375
Projeto Calha Norte
Lista de viagens presidenciais
Vida pessoal
e política
Membro da Academia Brasileira de Letras
Literatura
Marimbondos de Fogo
Saraminda
Ilha de Curupu
Banda de música da UDN
Bossa Nova da UDN
Escândalo dos atos secretos
Operação Faktor
Eleições
Deputado federal
1954
1958
1962
Governador
1965
Senador
1970
1978
1990
1998
2006
Presidenciais
1985
Legado e
memórias
SIAFI
Universidade Federal do Maranhão
Fundação da Memória Republicana Brasileira
Ponte Governador José Sarney
Presidente Sarney (Maranhão)
Família
Marly Sarney
(esposa)
Fernando Sarney
(filho)
José Sarney Filho
(filho)
Roseana Sarney
(filha)
Adriano Sarney
(neto)
Jorge Murad
(genro)
Relacionados
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Década perdida
Grupo Mirante
Rede Mirante
O Estado do Maranhão
O Dono do Mar
Redemocratização
Honoráveis Bandidos
← João Figueiredo
Fernando Collor →
Categoria
Governadores do Maranhão
(1889–2026)
Junta governativa maranhense de 1889
Pedro Augusto Tavares Júnior
Eleutério Frazão Muniz Varela
José Tomás da Porciúncula
Gomes de Castro
Manuel Inácio Belfort Vieira
José Viana Vaz
Tarquínio Lopes
Lourenço Augusto de Sá e Albuquerque
Junta governativa maranhense de 1891
Manuel Inácio Belfort Vieira
Alfredo da Cunha Martins
Casimiro Júnior
Manuel Inácio Belfort Vieira
Casimiro Júnior
Alfredo da Cunha Martins
Casimiro Júnior
Alfredo da Cunha Martins
José de Magalhães Braga
João Gualberto Torreão da Costa
Manuel Lopes da Cunha
Raimundo Nogueira da Cruz e Castro
Colares Moreira
Raimundo Nogueira da Cruz e Castro
Colares Moreira
Benedito Leite
Artur Quadros Colares Moreira
Mariano Martins Lisboa Neto
Américo Vespúcio dos Reis
Frederico de Sá Filgueiras
Luís Domingues
Afonso Gifwning de Matos
Herculano Nina Parga
Antônio Brício de Araújo
José Joaquim Marques
Raul da Cunha Machado
Urbano Santos
Raul da Cunha Machado
Godofredo Viana
Magalhães de Almeida
José Pires Sexto
Junta governativa maranhense de 1930
José Luso Torres
Reis Perdigão
Astoldo de Barros Serra
Joaquim Gaudie de Aquino Correia
Lourival Seroa da Mota
Américo Wanick
Álvaro Jansen Serra Lima Saldanha
Antônio Martins de Almeida
Aquiles Lisboa
Roberto Carlos Vasco Carneiro de Mendonça
Paulo Ramos
Clodomir Cardoso
Eleazar Soares Campos
Saturnino Bello
João Pires Ferreira
Sebastião Archer
Traiaú Rodrigues Moreira
Eugênio Barros
César Aboud
Eugênio Barros
Alderico Novais Machado
Eurico Ribeiro
José de Matos Carvalho
Newton Belo
José Sarney
Antônio Dino
Pedro Santana
José Murad
Nunes Freire
João Castelo
Ivar Saldanha
Luís Rocha
Epitácio Cafeteira
João Alberto
Edison Lobão
Ribamar Fiquene
Roseana Sarney
José Reinaldo Tavares
Jackson Lago
Roseana Sarney
Arnaldo Melo
Flávio Dino
Carlos Brandão
Academia Brasileira de Letras
História
Presidentes
Sócios
Patronos e membros da Academia Brasileira de Letras
Cadeiras 1 a 10
1 (
Adelino Fontoura
Luís Murat
Afonso d'Escragnolle Taunay
Ivan Monteiro de Barros Lins
Bernardo Élis
Evandro Lins e Silva
Ana Maria Machado
2 (
Álvares de Azevedo
Coelho Neto
João Neves da Fontoura
Guimarães Rosa
Mário Palmério
Tarcísio Padilha
Eduardo Giannetti
3 (
Artur de Oliveira
Filinto de Almeida
Roberto Simonsen
Aníbal Freire da Fonseca
Herberto Sales
Carlos Heitor Cony
Joaquim Falcão
4 (
Basílio da Gama
Aluísio Azevedo
Alcides Maia
Vianna Moog
Carlos Nejar
5 (
Bernardo Guimarães
Raimundo Correia
Oswaldo Cruz
Aloísio de Castro
Cândido Mota Filho
Rachel de Queiroz
José Murilo de Carvalho
Ailton Krenak
6 (
Casimiro de Abreu
Teixeira de Melo
Artur Silveira de Motta
Goulart de Andrade
Barbosa Lima Sobrinho
Raimundo Faoro
Cícero Sandroni
Milton Hatoum
(posse pendente)
7 (
Castro Alves
Valentim Magalhães
Euclides da Cunha
Afrânio Peixoto
Afonso Pena Júnior
Hermes Lima
Pontes de Miranda
Dinah Silveira de Queiroz
Sergio Corrêa da Costa
Nelson Pereira dos Santos
Cacá Diegues
Miriam Leitão
8 (
Cláudio Manuel da Costa
Alberto de Oliveira
Oliveira Viana
Austregésilo de Athayde
Antônio Calado
Antônio Olinto
Cleonice Berardinelli
Ricardo Cavaliere
9 (
Gonçalves de Magalhães
Carlos Magalhães de Azeredo
Marques Rebelo
Carlos Chagas Filho
Alberto da Costa e Silva
Lilia Schwarcz
10 (
Evaristo da Veiga
Ruy Barbosa
Laudelino Freire
Osvaldo Orico
Orígenes Lessa
Lêdo Ivo
Rosiska Darcy
Cadeiras 11 a 20
11 (
Fagundes Varella
Lúcio de Mendonça
Pedro Lessa
Eduardo Ramos
João Luís Alves
Adelmar Tavares
Deolindo Couto
Darcy Ribeiro
Celso Furtado
Hélio Jaguaribe
Ignácio de Loyola Brandão
12 (
França Júnior
Urbano Duarte
Augusto de Lima
Vítor Viana
José Carlos de Macedo Soares
Abgar Renault
Lucas Moreira Neves
Alfredo Bosi
Paulo Niemeyer Soares Filho
13 (
Francisco Otaviano
Alfredo d'Escragnolle Taunay
Francisco de Castro
Martins Júnior
Sousa Bandeira
Hélio Lobo
Augusto Meyer
Francisco de Assis Barbosa
Sérgio Paulo Rouanet
Ruy Castro
14 (
Franklin Távora
Clóvis Beviláqua
Carneiro Leão
Fernando de Azevedo
Miguel Reale
Celso Lafer
15 (
Gonçalves Dias
Olavo Bilac
Amadeu Amaral
Guilherme de Almeida
Odilo Costa Filho
Marcos Barbosa
Fernando Bastos de Ávila
Marco Lucchesi
16 (
Gregório de Matos
Araripe Júnior
Félix Pacheco
Pedro Calmon
Lygia Fagundes Telles
Jorge Caldeira
17 (
Hipólito da Costa
Sílvio Romero
Osório Duque-Estrada
Roquette-Pinto
Álvaro Lins
Antônio Houaiss
Affonso Arinos de Mello Franco
Fernanda Montenegro
18 (
João Francisco Lisboa
José Veríssimo
Barão Homem de Melo
Alberto Faria
Luís Carlos
Pereira da Silva
Peregrino Júnior
Arnaldo Niskier
19 (
Joaquim Caetano
Alcindo Guanabara
Silvério Gomes Pimenta
Gustavo Barroso
Silva Melo
Américo Jacobina Lacombe
Marcos Almir Madeira
Antônio Carlos Secchin
20 (
Joaquim Manuel de Macedo
Salvador de Mendonça
Emílio de Meneses
Humberto de Campos
Múcio Leão
Aurélio de Lira Tavares
Murilo Melo Filho
Gilberto Gil
Cadeiras 21 a 30
21 (
Joaquim Serra
José do Patrocínio
Mário de Alencar
Olegário Mariano
Álvaro Moreyra
Adonias Filho
Dias Gomes
Roberto Campos
Paulo Coelho
22 (
José Bonifácio
Medeiros e Albuquerque
Miguel Osório de Almeida
Luís Viana Filho
Ivo Pitanguy
João Almino
23 (
José de Alencar
Machado de Assis
Lafayette Rodrigues Pereira
Alfredo Pujol
Otávio Mangabeira
Jorge Amado
Zélia Gattai
Luiz Paulo Horta
Antônio Torres
24 (
Júlio Ribeiro
Garcia Redondo
Luís Guimarães Filho
Manuel Bandeira
Cyro dos Anjos
Sábato Magaldi
Geraldo Carneiro
25 (
Junqueira Freire
Franklin Dória
Artur Orlando da Silva
Ataulfo de Paiva
José Lins do Rego
Afonso Arinos de Melo Franco
Alberto Venancio Filho
26 (
Laurindo Rabelo
Guimarães Passos
João do Rio (Paulo Barreto)
Constâncio Alves
Ribeiro Couto
Gilberto Amado
Mauro Mota
Marcos Vilaça
José Roberto de Castro Neves
27 (
Maciel Monteiro
Joaquim Nabuco
Dantas Barreto
Gregório da Fonseca
Levi Carneiro
Otávio de Faria
Eduardo Portella
Antonio Cicero
Edgard Telles Ribeiro
28 (
Manuel Antônio de Almeida
Inglês de Sousa
Xavier Marques
Menotti Del Picchia
Oscar Dias Correia
Domício Proença Filho
29 (
Martins Pena
Artur Azevedo
Vicente de Carvalho
Cláudio de Sousa
Josué Montello
José Mindlin
Geraldo Holanda Cavalcanti
30 (
Pardal Mallet
Pedro Rabelo
Heráclito Graça
Antônio Austregésilo
Aurélio Buarque de Holanda
Nélida Piñon
Heloísa Teixeira
Paulo Henriques Britto
Cadeiras 31 a 40
31 (
Pedro Luís
Guimarães Júnior
João Ribeiro
Paulo Setúbal
Cassiano Ricardo
José Cândido de Carvalho
Geraldo França de Lima
Moacyr Scliar
Merval Pereira
32 (
Manuel de Araújo Porto-Alegre
Carlos de Laet
Ramiz Galvão
Viriato Correia
Joracy Camargo
Genolino Amado
Ariano Suassuna
Zuenir Ventura
33 (
Raul Pompeia
Domício da Gama
Fernando Magalhães
Luís Edmundo
Afrânio Coutinho
Evanildo Bechara
Ana Maria Gonçalves
34 (
Sousa Caldas
João Manuel Pereira da Silva
Barão do Rio Branco
Lauro Müller
Aquino Correia
Raimundo Magalhães Júnior
Carlos Castelo Branco
João Ubaldo Ribeiro
Evaldo Cabral de Mello
35 (
Tavares Bastos
Rodrigo Otávio
Rodrigo Otávio Filho
José Honório Rodrigues
Celso Cunha
Cândido Mendes de Almeida
Godofredo de Oliveira Neto
36 (
Teófilo Dias
Afonso Celso
Clementino Fraga
Paulo Carneiro
José Guilherme Merquior
João de Scantimburgo
Fernando Henrique Cardoso
37 (
Tomás António Gonzaga
Silva Ramos
Alcântara Machado
Getúlio Vargas
Assis Chateaubriand
João Cabral de Melo Neto
Ivan Junqueira
Ferreira Gullar
Arno Wehling
38 (
Tobias Barreto
Graça Aranha
Santos Dumont
Celso Vieira de Matos Melo Pereira
Maurício de Medeiros
José Américo de Almeida
José Sarney
39 (
Visconde de Porto Seguro
Oliveira Lima
Alberto de Faria
Rocha Pombo
Rodolfo Garcia
Elmano Cardim
Otto Lara Resende
Roberto Marinho
Marco Maciel
José Paulo Cavalcanti Filho
40 (
Visconde do Rio Branco
Eduardo Prado
Afonso Arinos
Miguel Couto
Alceu Amoroso Lima
Evaristo de Moraes Filho
Edmar Bacha
Portal da Literatura
Academias de letras do Brasil
Vice-presidentes do Brasil
(1891–2026)
Lista de titulares
e períodos de governo
Floriano Peixoto
(1891)
Manuel Vitorino
(1894–98)
Francisco Rosa e Silva
(1898–02)
Afonso Pena
(1903–06)
Nilo Peçanha
(1906–09)
Venceslau Brás
(1910–14)
Urbano Santos
(1914–18)
Delfim Moreira
(1918–20)
Bueno de Paiva
(1920–22)
Estácio Coimbra
(1922–26)
Melo Viana
(1926–30)
Nereu Ramos
(1946–51)
Café Filho
(1951–54)
João Goulart
(1956–61)
José Maria Alkmin
(1964–67)
Pedro Aleixo
(1967–69)
Augusto Rademaker
(1969–74)
Adalberto Pereira dos Santos
(1974–79)
Aureliano Chaves
(1979–85)
José Sarney
(1985)
Itamar Franco
(1990–92)
Marco Maciel
(1995–03)
José Alencar
(2003–11)
Michel Temer
(2011–16)
Hamilton Mourão
(2019–23)
Geraldo Alckmin
(2023–presente)
Residência
Palácio do Jaburu
Temas gerais
Bandeira
Eleições
Família
Categoria
Presidentes do Brasil
(1889–2026)
Lista de titulares
e períodos de governo
Deodoro da Fonseca
1889–91
Floriano Peixoto
1891–94
Prudente de Morais
1894–98
Campos Sales
1898–02
Rodrigues Alves
1902–06
Afonso Pena
1906–09
Nilo Peçanha
1909–10
Hermes da Fonseca
1910–14
Venceslau Brás
1914–18
Delfim Moreira
1918–19
Epitácio Pessoa
1919–22
Artur Bernardes
(1922–26)
Washington Luís
1926–30
Getúlio Vargas
1930–45
José Linhares
1945–46
Eurico Gaspar Dutra
1946–51
Getúlio Vargas
1951–54
Café Filho
1954–55
Carlos Luz
(1955)
Nereu Ramos
1955–56
Juscelino Kubitschek
1956–61
Jânio Quadros
1961
Ranieri Mazzilli
(1961)
João Goulart
1961–64
Ranieri Mazzilli
(1964)
Castelo Branco
1964–67
Costa e Silva
1967–69
Emílio Garrastazu Médici
1969–74
Ernesto Geisel
1974–79
João Figueiredo
1979–85
José Sarney
1985–90
Fernando Collor
1990–92
Itamar Franco
1992–95
Fernando Henrique Cardoso
1995–03
Luiz Inácio Lula da Silva
2003–11
Dilma Rousseff
2011–16
Michel Temer
2016–19
Jair Bolsonaro
2019–23
Luiz Inácio Lula da Silva
2023–presente
Bandeira do Presidente do Brasil.
Sedes e residências
Palácio do Planalto
Palácio da Alvorada
Granja do Torto
Palácio Rio Negro
Catetinho
Palácio do Catete
Palácio do Itamaraty
Temas gerais
Bandeira
Eleições
Família
Faixa
Gabinete
Gabinete de Transição
Linha de sucessão
Presidentes interinos
Popularidade
Posse
Livro
Presidencialismo
Juntas militares
1930
1961
1964
1969
Presidentes
do
Senado Federal do Brasil
(1826–2026)
Lista de presidentes do Senado Federal do Brasil
Primeiro reinado
D. Pedro I
José Egídio Álvares de Almeida
José Caetano da Silva Coutinho
Período regencial
Bento Barroso Pereira
Antônio Luís Pereira da Cunha
Manuel Jacinto Nogueira da Gama
Diogo Antônio Feijó
Segundo reinado
D. Pedro II
Francisco Vilela Barbosa
Estêvão Ribeiro de Resende
José da Costa Carvalho
João Vieira de Carvalho
Luís José de Oliveira Mendes
Cândido José de Araújo Viana
Manuel Inácio Cavalcanti de Lacerda
Antônio Paulino Limpo de Abreu
José Ildefonso de Sousa Ramos
João Maurício Wanderley
Brás Carneiro Nogueira da Costa e Gama
João Lins Vieira Cansanção de Sinimbu
Antônio Cândido da Cruz Machado
Paulino José Soares de Sousa
República Velha
1.ª República
Floriano Peixoto
Prudente de Morais
Manuel Vitorino
Francisco de Assis Rosa e Silva
Afonso Pena
Nilo Peçanha
Venceslau Brás
Urbano Santos
Delfim Moreira
Bueno de Paiva
Estácio Coimbra
Melo Viana
Era Vargas
2.ª
3.ª
Repúblicas)
Antônio Garcia de Medeiros Neto
Valdomiro de Barros Magalhães
Senado Federal fechado entre 1937 e 1945
Período Populista
4.ª República
Nereu Ramos
Café Filho
Marcondes Filho
Apolônio Jorge de Faria Sales
João Goulart
Ditadura militar
5.ª República
Auro de Moura Andrade
Gilberto Marinho
João Cleofas
Petrônio Portella
Filinto Müller
Paulo Francisco Torres
Magalhães Pinto
Petrônio Portella
Luís Viana Filho
Jarbas Passarinho
Nilo Coelho
Moacir Dalla
Nova República
6.ª República
José Fragelli
Humberto Lucena
Nelson Carneiro
Mauro Benevides
Humberto Lucena
José Sarney
Antônio Carlos Magalhães
Jader Barbalho
Edison Lobão
Ramez Tebet
José Sarney
Renan Calheiros
Tião Viana
Garibaldi Alves Filho
José Sarney
Renan Calheiros
Eunício Oliveira
Davi Alcolumbre
Rodrigo Pacheco
Davi Alcolumbre
Gabinete
de
José Sarney
(1985–1990)
Vice-presidente
Nenhum
(1985–1990)
Ministérios
Administração
Aluízio Alves
(1985-1986)
Aeronáutica
Octávio Júlio Moreira Lima
(1985–1990)
Agricultura
Pedro Simon
(1985-1986) •
Iris Rezende
(1986-1990)
Ciência e Tecnologia
Renato Archer
(1985–1987) •
Luiz Henrique da Silveira
(1987–1988) •
Luiz André Rico Vicente
(1988) •
Ralph Biasi
(1988-1989) •
Roberto Cardoso Alves
(1989) •
Décio Leal
(1989)
Comunicações
Antônio Carlos Magalhães
(1985-1990)
Cultura
Aluísio Pimenta
(1985-1986) •
Celso Furtado
(1986-1988) •
Hugo Napoleão do Rego Neto
(1988) •
José Aparecido de Oliveira
(1988-1990)
Desburocratização
Paulo Lustosa
(1985-1986)
Desenvolvimento Agrário
Nélson de Figueiredo Ribeiro
(1985–1986) •
Dante de Oliveira
(1986–1987) •
Marcos Freire
(1987) •
Jader Barbalho
(1987-1988) •
Leopoldo Pacheco Bessone
(1988-1989)
Educação
Marco Maciel
(1985–1986) •
Jorge Bornhausen
(1986–1987) •
Aloísio Guimarães Sotero
(1987) •
Hugo Napoleão do Rego Neto
(1987–1989) •
Carlos Corrêa de Menezes Sant'anna
(1989–1990)
Exército
Leônidas Pires Gonçalves
(1985–1990)
Fazenda
Francisco Dornelles
(1985) •
Dilson Funaro
(1985–1987) •
Luiz Carlos Bresser-Pereira
(1987) •
Maílson da Nóbrega
(1987–1990)
Indústria e Comércio
Roberto Herbster Gusmão
(1985–1986) •
José Hugo Castelo Branco
(1986-1988) •
Luiz André Rico Vicente
(1988) •
Roberto Cardoso Alves
(1988-1989) •
Roberto Cardoso Alves
(1989–1990)
Interior
Ronaldo Costa Couto
(1985–1987) •
Joaquim Francisco
(1987) •
João Alves Filho
(1987–1990)
Justiça
Fernando Lyra
(1985-1986) •
Paulo Brossard
(1986-1989) •
Oscar Dias Correia
(1989) •
Saulo Ramos
(1989-1990)
Marinha
Henrique Saboia
(1985–1990)
Minas e Energia
Aureliano Chaves
(1985–1988) •
Iris Rezende
(1988–1989) •
Vicente Fialho
(1989-1990)
Planejamento
João Sayad
(1985–1987) •
Aníbal Teixeira de Souza
(1987–1988) •
João Batista de Abreu
(1988-1990)
Previdência Social
Waldir Pires
(1985-1986) •
Raphael de Almeida Magalhães
(1986-1987) •
Renato Archer
(1987-1988) •
Jader Barbalho
(1988-1990)
Relações Exteriores
Olavo Setúbal
(1985-1986) •
Abreu Sodré
(1986–1990)
Saúde
Carlos Corrêa de Menezes Sant'anna
(1985–1986) •
Roberto Santos
(1986-1987) •
Luiz Carlos Borges da Silveira
(1987-1989) •
Seigo Tsuzuki
(1989-1990)
Trabalho
Almir Pazzianotto Pinto
(1985–1988) •
Erós Antônio de Almeida
(1988) •
Ronaldo Costa Couto
(1988–1989) •
Dorothea Werneck
(1989–1990)
Transportes
Affonso Camargo Neto
(1985-1986) •
José Reinaldo Tavares
(1986-1990)
Secretarias
(ligadas à
Presidência da
República)
Meio Ambiente
Flávio Rios Peixoto da Silveira
(1985-1986) •
Deni Lineu Schwartz
(1986-1987) •
Prisco Viana
(1987-1988) •
Ben-hur Luttembarck Batalha
(1988–1989)
Órgãos
(ligados à
Presidência da
República)
Casa Civil
José Hugo Castelo Branco
(1985–1986) •
Marco Maciel
(1986–1987) •
Ronaldo Costa Couto
(1987–1989) •
Luís Roberto Andrade Ponte
(1989–1990)
Consultoria Geral da República
Darci Bessone
(1985) •
Paulo Brossard
(1985-1986) •
Saulo Ramos
(1986-1989) •
Sebastião Baptista Affonso
(1989) •
Clóvis Ferro Costa
(1989-1990)
Estado Maior das Forças Armadas
José Maria do Amaral Oliveira
(1985–1986) •
Paulo Campos Paiva
(1986–1987) •
Valbert Lisieux Medeiros de Figueiredo
(1988–1990) •
Jonas de Morais Correia Neto
(1990)
Gabinete Militar
Rubens Bayma Denys
(1985–1990)
Gabinete de João Figueiredo
(1979–1985) •
Gabinete de Fernando Collor
(1990–1992) →
Família Sarney
1.ª geração
José Sarney
(cônjuge:
Marly Sarney
2.ª geração
Fernando Sarney
Roseana Sarney
(cônjuge:
Jorge Murad
Sarney Filho
3.ª geração
Adriano Sarney
Categoria
Membros da
Academia das Ciências de Lisboa
— Classe de Letras
1.ª Secção — Literatura e
Estudos Literários
Efetivos
Artur Anselmo
Manuel Alegre
Hélder Macedo
Helena Carvalhão Buescu
José Manuel Mendes
José Carlos Vasconcelos
Correspondentes
Carlos Reis
Fernando Dacosta
Duarte Ivo Cruz
António Lobo Antunes
Luís Filipe Castro Mendes
Paulo José Miranda
Pedro Mexia
Maria Teresa Payan Martins
Margarida Calafate Ribeiro
Zulmira Coelho dos Santos
Gonçalo M. Tavares
2.ª Secção — Filologia e Linguística
Efetivos
Telmo Verdelho
José Adriano de Freitas Carvalho
Carlos Ascenso André
Isabel Almeida
Ana Salgado
Correspondentes
Yvette Centeno
Fernando Paulo Baptista
António Matos Reis
António Bárbolo Alves
Rita Marnoto
João Dionísio
Cláudia Teixeira
Isabel Margarida Duarte
Rodrigo Furtado
Maria de Lurdes Correia Fernandes
3.ª Secção — Filosofia, Psicologia
e Ciências da Educação
Efetivos
António Braz Teixeira
Michel Renaud
Manuel Viegas Abreu
Leonel Ribeiro dos Santos
António Sampaio da Nóvoa
José Esteves Pereira
Acílio Estanqueiro Rocha
Correspondentes
Albano Estrela
Danilo Rodrigues Silva
José Pacheco Pereira
João Luís Lisboa
Manuel José do Carmo Ferreira
José Luís Brandão da Luz
Licínio Lima
Luísa Pedroso de Lima
Maria do Céu Patrão Neves
Pedro Calafate
Óscar F. Gonçalves
4.ª Secção — História
Efetivos
António Dias Farinha
Luís de Oliveira Ramos
Vítor Serrão
Maria Helena da Cruz Coelho
Maria Emília Madeira Santos
José Augusto de Sottomayor-Pizarro
José d'Encarnação
Correspondentes
Maria do Rosário Themudo Barata
Sérgio Campos Matos
José Pedro Paiva
Maria de Lurdes Rosa
Hermenegildo Fernandes
Maria de Fátima Nunes
Pedro Cardim
Bernardo de Vasconcelos e Sousa
Maria Fernanda Rollo
Mário Jorge Barroca
5.ª Secção — Direito
Efetivos
António Menezes Cordeiro
Rui de Figueiredo Marcos
Maria da Glória Garcia
António Abrantes Geraldes
Correspondentes
Rui Machete
Maria Lúcia Amaral
Rita Lobo Xavier
Mafalda Miranda Barbosa
Paulo Mota Pinto
Ana Raquel Gonçalves Moniz
Paulo de Sousa Mendes
António Pinto Monteiro
Dário Moura Vicente
6.ª Secção — Economia e Finanças
Efetivos
José Luís Cardoso
Jorge Braga de Macedo
Manuel Porto
Jaime Reis
João Alberto Sousa Andrade
António Soares Pinto Barbosa
Pedro Pita Barros
Correspondentes
Diogo Lucena
Isabel Horta Correia
Maria de Fátima Bonifácio
Clara Raposo
Nazaré Costa Cabral
Ana Rute Cardoso
Susana Peralta
Ricardo Reis
Joana Pais
Luís Aguiar-Conraria
José Tavares
Pedro Nuno Teixeira
7.ª Secção — Ciências
Sociais e Políticas
Efetivos
António Valdemar
José Barata-Moura
Bernardo J. Herold
António Barreto
António da Silva Ribeiro
José Viriato Soromenho-Marques
Manuel Braga da Cruz
Correspondentes
João de Pina Cabral
Maria Manuela Tavares Ribeiro
João Carlos Espada
Manuel Villaverde Cabral
João Abel da Fonseca
José Luís Pinto Ramalho
Pedro Tavares de Almeida
José Damião Rodrigues
António Costa Pinto
Pedro Magalhães
Luísa Schmidt
Rui Ramos
Carlos Gaspar
8.ª Secção — Geografia e
Ordenamento do Território
Efetivos
Jorge Gaspar
Maria Lucinda Fonseca
Fernanda Maria Cravidão
João Machado Ferrão
João Carlos Garcia
Álvaro Domingues
Correspondentes
Lúcio Cunha
Teresa Pinto-Correia
Maria José Roxo
Miguel Bastos Araújo
José Luís Zêzere
Paula Santana
Ana Monteiro
João Sarmento
Mário Vale
9.ª Secção — Comunicação e Artes
Efetivos
Onésimo Teotónio Almeida
Mário Vieira de Carvalho
Guilherme d'Oliveira Martins
Correspondentes
João Luís Carrilho da Graça
João Mário Grilo
Olga Roriz
Graça Morais
Rui Vieira Nery
Tiago Rodrigues
Ana Tostões
Gustavo Cardoso
João Bicker
Isabel Pires de Lima
Silvina Martins Pereira
Correspondentes estrangeiros
Arthur Lee-Francis Askins
Pedro Manuel Cátedra
Francisco Rico Manrique
Augustin Redondo
François Terré
Patrick Masterson
Ievguéni Tchélichev
Daniel-Henri Pageaux
Julián Martín Abad
Heliodoro Carpintero Capell
Karim Aga Khan
Beatrix Heintze
Mongi Bousnina
Dieter Messner
Olivier Jean Blanchard
Paul Krugman
Hipólito de la Torre
Thomas Earle
Rolf Nagel
Lei Heong Iok
Maha Chakri Sirindhorn
Sultan bin Mohammad Al-Qasimi
Gerhard Doderer
Hervé Hasquin
Jacques Paviot
Marc Mayer Olivé
Paolo Fedeli
Choi Wai Hao
José Remesal Rodríguez
Masashi Hayashida
Marie-Hélène Piwnik
José Ângelo Cristóvão Angueira
José-Martinho Monteiro Santalha
Xu Yixing
Isaac Alonso Estravis
Jürgen Schmidt-Radefeldt
Rolf Kemmler
Michel Zink
Driss Guerraoui
Wu Zhiliang
Marcelino Agis Villaverde
Olivier Pellegrino
Sylvie Deswarte-Rosa
Françoise Chandernagor
Vito Tanzi
Nelsys Fusco Zambetogliris
José Luís Peset Reig
Horacio Capel Sáez
Roberto Vecchi
Michel Dupuis
Allan Williams
Marc Flandreau
James Galbraith
Ettore Finazzi-Agrò
Najat El Mekkaoui de Freitas
Leandro Prados de la Escosura
Nancy Bermeo
José Ramón Montero
Russell King
Jordi Savall
PALOP e Timor-Leste:
Pepetela
Carlos Lopes
Germano Almeida
Graça Machel
Inocência Mata
José Ramos-Horta
Mia Couto
Jorge Luís M.A. Ferrão
Teresa Maria Cruz e Silva
Virgílio Coelho
Lourenço do Rosário
Manuel José Alves da Rocha
António Correia e Silva
Fátima Roque
Boaventura Silva Cardoso
Vera Duarte Pina
Francisco Noa
Brasileiros:
José Sarney
Marcos Vilaça
Gilberto Mendonça Teles
Arnaldo Niskier
Arno Wehling
Evanildo Bechara
Fernando Henrique Cardoso
Ana Maria Machado
Geraldo Holanda Cavalcanti
Domício Proença Filho
José Carlos Gentili
Celso Augusto Nunes da Conceição
Renato Galvão Flôres Júnior
Merval Pereira
Deonísio da Silva
Antônio Carlos Secchin
Marco Lucchesi
Antônio Torres
Tarcízio Dinóa Medeiros
Carlos Tasso de Saxe-Coburgo e Bragança
Raquel Naveira
Carlos Nejar
Ana Paula Arendt
Carlos Francisco Moura
José Paulo Cavalcanti
Maria Encarnação Beltrão Sposito
Ricardo Cavaliere
Laura de Mello e Souza
Celso Lafer
Eméritos
Fernando Cristóvão
Joaquim Cerqueira Gonçalves
Martim de Albuquerque
Aires Nascimento
Supranumerários
Suzanne Daveau
Jorge de Alarcão
Nicolau Vasconcelos Raposo
Carlos Alberto Medeiros
Marcello Duarte Mathias
Salvato Trigo
Jorge Figueiredo Dias
Gonçalo de Sampaio e Mello
Manuel Pinto Barbosa
Eduardo Paz Ferreira
Classe de Ciências
Controle de autoridade
Q244997
WorldCat
VIAF
79056541
BNF
12076172g
EBID
ID
FAST
113463
GND
111570255
ISNI
ID
LCCN
n83073438
Munzinger
00000017550
NLG
81562
NNDB
000207100
NTA
073315257
NUKAT
n2005031522
SUDOC
029055806
ABL
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José Sarney
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